Tuesday, May 03, 2005

O jornalismo na era da informática

Jornalista Paulo Markun, em aula inaugural na Unisinos, conversa com estudantes de comunicação.


Foto:Graziela Kerpen/dvg

Paulo Markun fala sobre mercado de
trabalho e inovações tecnológicas

As mudanças que a tecnologia impôs na comunicação estão formando uma geração de novos jornalistas. A utilização do computador ligado à Internet facilita o envio e a recepção de informações e imagens. Todas estas ferramentas que revolucionaram o mercado de trabalho foram debatidas durante aula inaugural da Comunicação, na última terça-feira, 12, na Unisinos, com jornalista Paulo Markun.

Para Markun, que conviveu com a transmissão de notícias ditadas via telefone, na

O que sai nos jornais é igual ao que saiu nos sites de notícias do dia anterior.
década de 70, a informática mudou a profissão jornalística. “A velocidade de modernização da informação tornou grande a possibilidade de abertura do mercado”, revelou. Contudo, criticou a forma como as notícias são “copiadas” da Internet e reproduzidas no dia seguinte nos jornais. “O que sai nos jornais é igual ao que saiu nos sites de notícias do dia anterior.”

Markun disse acreditar que a informática abriu “uma enorme possibilidade de mercado e receita”. Conforme ele, no Brasil, infelizmente, as empresas trabalham com o raciocínio de que se não houver lucro não é viável o investimento. “Se vai proporcionar um bem social não interessa, o importante é ter rentabilidade”, lamentou, acrescentando que desta forma a profissão acabou perdendo sua essência social.

Abertura do mercado ao capital internacional não foi favorável aos profissionais de jornalismo

O jornalista comparou a realidade japonesa, onde é possível baixar pelo celular um livro e lê-lo durante o trajeto para o trabalho, com a brasileira: “Achei que a abertura do mercado para as empresas estrangeiras poderia melhorar as oportunidades de emprego no jornalismo, mas aconteceu que os grandes grupos de comunicação continuaram dominados pelo capital nacional, perpetuando um mercado sem concorrência e emprego”, afirmou.

Para enfrentar um mercado cada vez mais saturado, Markun disse que os jovens estudantes devem encarar a profissão como um desafio. E aconselhou três qualidades para os futuros jornalistas: ambição, ousadia e determinação. Markun ressaltou que o estudante precisa entender que sua profissão deve servir para melhorar o mundo. “Temos que ter a ilusão de que o nosso trabalho pode mudar o mundo, praticando um jornalismo de ideal”, completou.

PERFIL
Paulo Markun é jornalista profissional desde 1977. Já foi repórter, editor, comentarista, chefe de reportagem e diretor de redação em emissoras de televisão, jornais e revistas.
ATIVIDADES
Atualmente, apresenta o Roda Viva, na TV Cultura, faz comentários de política no Jornal do Terra e preside o Santacine, Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de Santa Catarina, onde vive desde 1998. Markun já escreveu oito livros, dirigiu documentários e vídeos.

Análise do texto do Rodrigo Petry
Facilitei a leitura da matéria do Rodrigo inserindo box, subtítulo, linha de apoio e reduzindo a tabela aos tópicos de maior relevância. Também fiz algumas alterações no texto para uma melhor fluência e compreensão do mesmo.

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