Brasil encerra acordo com FMI
Brasil não renova acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), anuncia o ministro da fazenda, Antônio Palocci. A decisão do governo brasileiro põe fim a um relacionamento contínuo desde 1998. O ministro coloca que a decisão foi tomada em setembro de 2003, quando firmou pela última vez com o fundo. "Naquela época dissemos que seria o último acordo e muitos não acreditaram que em março de 2005 não íamos ter um novo acordo” O período era de vulnerabilidade econômica e impossibilitava uma saída abrupta do FMI, o que, de acordo com o ministro, é possível hoje, já que a credibilidade e a confiança na economia brasileira foram reconquistadas. Palocci reconhece a importância da ajuda do FMI e encerra a fase de dependência financeira.
A reação do mercado financeiro foi positiva. A moeda americana fechou em queda de 0,62%. O Índice Bovespa também teve baixa de 1,66% e o risco Brasil sofreu redução de 3 pontos. A decisão igualmente repercutiu nos jornais internacionais, o britânico Financial Times ressalta a “notável recuperação do Brasil da beira de um colapso financeiro há cerca de três anos". Também os consultores apóiam a resolução brasileira, Cláudio Frischtak, consultor da InterB, coloca que esta é uma “vitória da equipe econômica”.
Brasil cerra acordo com o FMI, mas mantém a exigência de acumular dinheiro para o pagamento dos juros. O objetivo é de economizar aproximadamente 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto) neste e no próximo ano. O prazo é de 3 anos para quitar a dívida. Segundo o ministro, a medida é “necessária para manter a credibilidade adquirida com os investidores”. Palocci ainda disse que poderá reatar ajuda com o FMI, se for indispensável, no entanto, promete trabalhar para que a medida não seja necessária.
| 2003 | Última renovação do acordo com FMI |
Vulnerabilidade Econômica |
| 2005 | Não renovação do acordo com FMI |
Fim da dependência financeira |
Fontes: Folha Online Estadão

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