Sunday, May 28, 2006

Transformação de arte em cultura de massa

A ausência de incentivo ao teatro na sociedade contemporânea ou então, seu estímulo de maneira inconsistente, está causando mudanças na estrutura desta arte e trazendo perdas a uma população cada vez mais passiva.

O teatro é uma das formas de expressão artísticas mais antigas, datado do século 5 a.C. Possui uma longa história de resistência que atravessa todas as etapas da civilização. Inicialmente, na Grécia, era uma arte voltada para o povo. Sofreu diversas mudanças no decorrer do seu caminho, chegando ao século XXI absolutamente modificado do seu princípio. Hoje em dia, o teatro transformou-se em mero evento, ao modelo do bem-sucedido festival anual Porto Alegre em Cena, na capital gaúcha, que leva uma multidão aos teatros. Um lindo aglomerado de pessoas respirando o ar da cultura teatral, mas que ao dia seguinte do encerramento do festival esquecerão completamente os palcos.

O incentivo ao teatro em forma de evento, é absolutamente distinto do incentivo ao teatro como arte. Mês de maio, nada de grandes acontecimentos. Nas salas de espetáculos se encontraram poucos fiéis e raros visitantes. O teatro definitivamente não é estimulado. As estórias, hoje em dia, são contadas pelas telenovelas, não sendo necessário um deslocamento e, principalmente, não sendo exigido nenhum esforço para o entendimento, ou então, de reflexão. A cultura de massa facilitou a vida das pessoas, mas retirou delas o poder de escolha, de conscientização da realidade, de revolta e de luta. Isto é uma das funções do teatro. Ou, pelo menos, deveria ser.

No teatro contemporâneo percebem-se duas posturas sendo tomadas como reflexo da falta de público. Muitos grupos abdicam, ou só mesmo deixam de lado seus ideais, para ganharem a vida realizando um teatro comercial, ou seja, com quase exclusivo apelo ao entretenimento. O outro grupo é aquele que continua insistindo na vertente vanguardista, que persegue uma arte que provoque o questionamento, para estes, é ainda mais complicado manter-se economicamente. Apesar desta distinção ainda poder ser percebida, no teatro contemporâneo cada vez mais está havendo uma hibridização destas características. Sem audiência, surge a necessidade de recorrer a espetáculos mais atraentes, mas neste caso, atraentes para o grande público significa com uma grande perda de suas funções sociais, rendendo-se as formas pré-estabelecidas dos produtos comerciais.

A carência de um adequado incentivo à arte teatral pode não provocar significante mudança para a evolução da sociedade. No entanto, esta deixa de utilizar-se de uma forte ferramenta de consciência social e de reflexão do homem sobre si mesmo. Atributos que, para o pacífico curso da política atual, não são bem vindos ao povo. Infelizmente, a perda é de todos.

Por Letícia Chiochetta

Wednesday, June 01, 2005

Sharon Stone é homenageada em Cannes

Sharon Stone recebeu a medalha de Oficial das Artes e das Letras, em Cannes. A homenagem foi entregue pelo presidente do 58º Festival de Cannes, o francês Gilles Jacob. A atriz americana se emocionou durante discurso de agradecimento.

Stone, 47 anos, subiu a escadaria do palais fazendo jus ao título de ícone de beleza. Distribuindo sorrisos e fazendo muita pose, encantou fâs e fotógrafos. O objetivo principal de sua ida a Cannes foi o lançamento do esperado filme “Instinto Selvagem 2”. A atriz também faz parte do elenco do longa-metragem “Broken Flowers”, de Jim Jarmusch, ganhador do Grande Prêmio dessa edição do Festival.

Bastante assediada pela imprensa, Stone fala sobre o seu novo filme, no qual ela volta a viver uma bissexual assassina em série. Dessa vez, a atriz contracena com o ator britânico David Morrissey, no lugar de Michael Douglas. "Eu adorei trabalhar com ele porque ele é muito engraçado, talentoso e sexy", disse a atriz.

Sharon Stone encerrou sua agenda no Festival assistindo à sessão especial de “Episódio 3: A Vingança dos Sith”, uma das maiores atrações do dia.

Fontes: BBC - Terra - Estadão
Foto: Internet

Tuesday, May 31, 2005

Palma de Ouro para L'enfant

Posted by Hello

O filme belga “L'enfant”, dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, ganha a Palma de Ouro no 58% Festival de Cannes, na França. O segundo prêmio mais importante ficou com "Broken Flowers”, do americano Jim Jarmusch.

O Festival de Cannes de 2005 ocorreu de 11 à 22 de maio. O júri, presidido pelo cineasta bósnio Emir Kusturica, teve que escolher entre os 21 filmes concorrentes. O longa-metragem “Cachê”, do austríaco Michael Haneke, ficou com os prêmios de Melhor Diretor e Direção de Atores. O filme “Os três enterros de Melquiades Estrada”, de direção do igualmente ator Tommy Lee Jones, também recebeu dois prêmios. Melhor Ator para o próprio Jones e Melhor Roteiro para o mexicano Guillermo Arriaga.

O prêmio Câmera de Ouro (melhor filme de um diretor estreante) foi compartilhado pela americana Miranda July, por "Me and You and Everyone We Know", e Vimukthi Jayasundara, por "The Forsaken Land”. Já o eleito para o Prêmio do Júri foi a produção chinesa “Xangai Dreams”, de Wang Xiaoshuai. O filme Podorozhni, de Igor Strembitskyy recebeu a Palma de Ouro de melhor curta-metragem. E o longa-metragem “Clara”, do diretor Van Sowerwine, obteve uma menção especial.

O filme brasileiro “Cinema, Aspirinas e Urubus” do estreante Marcelo Gomes, ganhou o Prêmio da Educação Nacional, concedido pelo Ministério da Educação da França.

O ganhador do prêmio de maior importância do Festival, L'enfant, conta a história de Bruno, um delinqüente de 20 anos, que vende o bebê de sua namorada no mercado negro e depois luta para conseguir a criança de volta. É a segunda vez que os irmãos Dardenne recebem a Palma de Ouro, a primeira foi há seis anos com o filme “Rosetta”.

Fontes: Uol - Terra
Foto: Internet

Tuesday, May 03, 2005

O jornalismo na era da informática

Jornalista Paulo Markun, em aula inaugural na Unisinos, conversa com estudantes de comunicação.


Foto:Graziela Kerpen/dvg

Paulo Markun fala sobre mercado de
trabalho e inovações tecnológicas

As mudanças que a tecnologia impôs na comunicação estão formando uma geração de novos jornalistas. A utilização do computador ligado à Internet facilita o envio e a recepção de informações e imagens. Todas estas ferramentas que revolucionaram o mercado de trabalho foram debatidas durante aula inaugural da Comunicação, na última terça-feira, 12, na Unisinos, com jornalista Paulo Markun.

Para Markun, que conviveu com a transmissão de notícias ditadas via telefone, na

O que sai nos jornais é igual ao que saiu nos sites de notícias do dia anterior.
década de 70, a informática mudou a profissão jornalística. “A velocidade de modernização da informação tornou grande a possibilidade de abertura do mercado”, revelou. Contudo, criticou a forma como as notícias são “copiadas” da Internet e reproduzidas no dia seguinte nos jornais. “O que sai nos jornais é igual ao que saiu nos sites de notícias do dia anterior.”

Markun disse acreditar que a informática abriu “uma enorme possibilidade de mercado e receita”. Conforme ele, no Brasil, infelizmente, as empresas trabalham com o raciocínio de que se não houver lucro não é viável o investimento. “Se vai proporcionar um bem social não interessa, o importante é ter rentabilidade”, lamentou, acrescentando que desta forma a profissão acabou perdendo sua essência social.

Abertura do mercado ao capital internacional não foi favorável aos profissionais de jornalismo

O jornalista comparou a realidade japonesa, onde é possível baixar pelo celular um livro e lê-lo durante o trajeto para o trabalho, com a brasileira: “Achei que a abertura do mercado para as empresas estrangeiras poderia melhorar as oportunidades de emprego no jornalismo, mas aconteceu que os grandes grupos de comunicação continuaram dominados pelo capital nacional, perpetuando um mercado sem concorrência e emprego”, afirmou.

Para enfrentar um mercado cada vez mais saturado, Markun disse que os jovens estudantes devem encarar a profissão como um desafio. E aconselhou três qualidades para os futuros jornalistas: ambição, ousadia e determinação. Markun ressaltou que o estudante precisa entender que sua profissão deve servir para melhorar o mundo. “Temos que ter a ilusão de que o nosso trabalho pode mudar o mundo, praticando um jornalismo de ideal”, completou.

PERFIL
Paulo Markun é jornalista profissional desde 1977. Já foi repórter, editor, comentarista, chefe de reportagem e diretor de redação em emissoras de televisão, jornais e revistas.
ATIVIDADES
Atualmente, apresenta o Roda Viva, na TV Cultura, faz comentários de política no Jornal do Terra e preside o Santacine, Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de Santa Catarina, onde vive desde 1998. Markun já escreveu oito livros, dirigiu documentários e vídeos.

Análise do texto do Rodrigo Petry
Facilitei a leitura da matéria do Rodrigo inserindo box, subtítulo, linha de apoio e reduzindo a tabela aos tópicos de maior relevância. Também fiz algumas alterações no texto para uma melhor fluência e compreensão do mesmo.

Sunday, April 17, 2005

Markun aposta em informação relevante

Aula inaugural com o jornalista Paulo Markun propicia debate sobre comunicação.


Foto: Letícia Chiochetta/dvg

Jornalista profissional desde 1971, Paulo Markun já trabalhou em televisão, rádio e revista. Escreveu vários livros, como “Vlado – retrato de um homem e de uma época” e “Anita Garibaldi, uma heroína brasileira”, e também produziu diversos documentários. Atualmente apresenta o programa Roda Viva na TV Cultura, faz comentários políticos no jornal do Terra e preside o Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de Santa Catarina, onde reside desde 1998. Na palestra “A roda viva nas carreiras de comunicação”, um bate-papo bem humorado expôs a postura de Markun frente ao trabalho jornalístico e esclareceu as dúvidas dos estudantes.

O profissional que já teve 48 empregos, não aceita desempenhar qualquer tipo de reportagem. “A única arma que a gente tem como jornalista quando não concorda em realizar determinado trabalho é pedir demissão e procurar outro emprego”. Foram por questões éticas que Markun abandonou diversas empresas. No entanto, ele acredita no bom senso, que em alguns casos é necessário “dar um jeito” e realizar a proposta do veículo. A sete anos no Roda Viva, Markun fala que a pluralidade e a liberdade de opinião são mais possíveis numa emissora pública como a TV Cultura e que ele procura sempre abordar questões relevantes, contrariando o pensamento predominantemente lucrativo do mundo da comunicação. “A nossa profissão tem que servir para melhorar o mundo. Algum tipo de ilusão a gente tem que ter”.

Markun coloca que não é a favor da reserva de mercado para jornalistas. Acredita que uma pessoa sem o título universitário pode atingir a mesma competência daquela que o possui. Para ele o mercado de trabalho seleciona o profissional de qualidade. Também foi contra o Conselho Federal de Jornalistas. “Um projeto que me impede de trabalhar porque eu não pago a mensalidade do conselho, eu não posso aceitar. Acho que isso não é maneira de regulamentar a profissão”.

O jornalista trabalhou como assessor na campanha de Luis Inácio Lula da Silva. Acha que o presidente não irá cumprir nem com 10% do que prometeu, entretanto, considera um mérito de Lula não ter feito o que poderia fazer. Julga positiva a conquista esquerdista, pois acaba com a idéia de que basta ter vontade política para fazer alguma coisa.

Inglês, português e filosofia. Exigências para estudantes de comunicação e que deveriam ser fornecidas pela universidade. Na opinião do jornalista, além desses campos de conhecimento, um estudante deve possuir ambição, ousadia e determinação. Esse é o conselho de Paulo Markun aos alunos da Unisinos.

Contra

A favor

reserva de mercado

bom senso

Conselho Federal de Jornalismo

ambição, ousadia e determinação

Conheça mais sobre Markun

Monday, April 04, 2005

Mercado Financeiro

Mercado Financeiro
Segunda-feira
Terça-feira
Dólar
R$ 2,65
R$ 2,68
Bolsa de S.Paulo
1,08%
-0,4%

Thursday, March 31, 2005

Brasil encerra acordo com FMI

Brasil não renova acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), anuncia o ministro da fazenda, Antônio Palocci. A decisão do governo brasileiro põe fim a um relacionamento contínuo desde 1998. O ministro coloca que a decisão foi tomada em setembro de 2003, quando firmou pela última vez com o fundo. "Naquela época dissemos que seria o último acordo e muitos não acreditaram que em março de 2005 não íamos ter um novo acordo” O período era de vulnerabilidade econômica e impossibilitava uma saída abrupta do FMI, o que, de acordo com o ministro, é possível hoje, já que a credibilidade e a confiança na economia brasileira foram reconquistadas. Palocci reconhece a importância da ajuda do FMI e encerra a fase de dependência financeira.

A reação do mercado financeiro foi positiva. A moeda americana fechou em queda de 0,62%. O Índice Bovespa também teve baixa de 1,66% e o risco Brasil sofreu redução de 3 pontos. A decisão igualmente repercutiu nos jornais internacionais, o britânico Financial Times ressalta a “notável recuperação do Brasil da beira de um colapso financeiro há cerca de três anos". Também os consultores apóiam a resolução brasileira, Cláudio Frischtak, consultor da InterB, coloca que esta é uma “vitória da equipe econômica”.

Brasil cerra acordo com o FMI, mas mantém a exigência de acumular dinheiro para o pagamento dos juros. O objetivo é de economizar aproximadamente 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto) neste e no próximo ano. O prazo é de 3 anos para quitar a dívida. Segundo o ministro, a medida é “necessária para manter a credibilidade adquirida com os investidores”. Palocci ainda disse que poderá reatar ajuda com o FMI, se for indispensável, no entanto, promete trabalhar para que a medida não seja necessária.

2003
Última renovação do acordo com FMI
Vulnerabilidade Econômica
2005
Não renovação do acordo com FMI
Fim da dependência financeira

Fontes: Folha Online
Estadão

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Perfil

Meu nome é Letícia Chiochetta. Tenho 22 anos e sou natural da cidade de Sananduva. Resido em Porto Alegre há 5 anos. Estudo Artes Cênicas na UFRGS e Jornalismo na Unisinos. Estou na metade dos dois cursos, mas tenho a desvantagem de não poder fazer estágios, nunca trabalhei com Jornalismo. A minha paixão, não posso negar, é a arte. Adoro fazer teatro! Também sou fascinada por música, cantar é o que mais me dá energia e inspiração. Gosto muito de viajar, e ter arrumado um muchacho de Montevidéu como namorado, faz com que eu esteja sempre na estrada. Tenho fé, mas não religião. Gosto muito de ler e assistir filmes. Depois de formada pretendo conciliar o trabalho em teatro e jornalismo.